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Batistenha

Para todos aqueles que gostam da Caprinocultura.

Para obtenção do leite de cabra isento de odor desagradável e de bactérias, com boas
condições de higiene, devem-se seguir as seguintes recomendações:
1 – preparo da ordenha
– o ordenhador deve estar com unhas aparadas, roupa limpa, mãos e antebraços
lavados com água e sabão neutro e não ser portador de doenças infectocontagiosas;
– a sala e o local reservados à ordenha das cabras devem ser distantes das instalações
dos reprodutores (150m) e higienizados rigorosamente;
– os utensílios utilizados devem estar bem limpos;
– não ordenhar cabras doentes, em cio, ou recém-paridas (período colostral);
– estabelecer rotina e linha de ordenha.
2 – Início da ordenha
– lavar os dois tetos do úbere das cabras com água e sabão neutro, enxugando-os com
papel toalha descartável;
– eliminar os primeiros jatos de leite, sobre uma caneca telada, ou de fundo escuro,
para detectar a mastite (inflamação da glândula mamária).
3 – Final da ordenha
– Imersão dos tetos em um recipiente com glicerina iodada;
– filtrar o leite em tela de naylon própria para essa finalidade, para eliminar sujeiras
capazes de favorecer o desenvolvimento das bactérias;
– eliminar o leite de cabras que receberam tratamentos com vermífugos ou antibióticos,
observando-se o período de carência do produto;
– pasteurizar o leite para destruir a flora microbiana patogênica;
– higienizar o local e o material utilizado durante a ordenha.
A pasteurização do leite deve ser realizada imediatamente após a ordenha ou, no máximo, em
período não superior a 30 minutos após sua obtenção. Não atendida essa condição, o leite deverá
ser imediatamente refrigerado, até atingir a temperatura de 4oC em um período de tempo não
superior a 2 horas após o término da ordenha. O leite de cabra pasteurizado deverá ser destinado ao
consumo no estado fluido, devidamente embalado e rotulado, deixando o estabelecimento
beneficiador com a temperatura máxima de 4oC e alcançando o ponto de venda com a temperatura
máxima de 7oC. Entretanto, poderá ser comercializado sob a forma congelada.

Bibliografia
CORDEIRO, P.R.C. Produção de leite de cabra no Brasil. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE
ZOOTECNIA, 38. Piracicaba, 2001. Anais… Piracicaba:FELAQ/SBZ, 2001. p. 497-503.
MEDEIROS, L.P. et al. Caprinos: princípios básicos para sua exploração. Sobral: EMBRAPA Caprinos. 1997. 177 p.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Rebanho de Caprinos e Ovinos. 2003. Disponível em:
http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 22/09/2005.
FAO – Organização nas Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Rebanho de Caprinos. Disponível em http://www.fao.org.
Acesso em: 25/08/2001.
MAPA – MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E DO ABASTECIMENTO (BRASIL). Instrução Normativa Nº 37, de
31 de outubro de 2000. Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Leite de Cabra. Disponível em:
http://www.engetecno.com.br/legislacao/leite_rtfiq_leite_cabra.htm. Acesso em: 12/09/2007.
VIEIRA, M.I. Criação de cabras: técnica, prática, lucrativa. São Paulo: Nobel. 1984. 308p.
RIBEIRO, S.D. Caprinocultura: criação racional de caprinos. Editora Nobel. 1998. 320p.

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